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TROPAS  - MONTANHA


Esta tropas é a responsável pelas operações em ambientes montanhosos e clima ártico. São especialistas em alpinismo, escaladas e deslocamentos através de esquis. Todos os seus membros também estão habilitados em sobrevivência e operações de guerra em regiões árticas. A maioria do seu treinamento acontece na Europa, particularmente na Noruega e Alemanha, devido ao renomado Curso de Guias Alpinos. A cada ano o SAS envia dois homens para participarem deste curso alemão dedica 6 meses ao esqui e 6 meses para escaladas. Esta tropa também realiza vários treinamento conjuntos com a Unidade de Guerra de Montanha e Ártico dos Royal Marines.

Os membros desta tropa são treinados em inserção, ataque e métodos de evasão sob condições árticas. Além de inserções com esquis eles também podem usar vários tipos de veículos de neve. Veículos famosos como "snow cat" e snowmobiles também são usados em ataques. 

O homens do SAS são famosos por sua capacidade de escalar montanhas. Vários membros do SAS já escalaram o K9 e o Monte Everest.

A Tropa de Montanha mostrou a sua bravura e tenacidade na campanha de Jebel em Akhdar, Omã, quando o SAS escalou a misteriosa montanha a noite e derrotou os rebeldes em seu próprio habitat.

Também o SAS está usando todo seu conhecimento em guerra de montanha no Afeganistão, pois os terroristas da Al-Qaeda e os rebeldes do Taliban fugiram paras as montanhas afegãs para montar operações de guerrilha.

Guerra de Montanha

A guerra de montanha é uma das mais difíceis. Climas adversos, juntamente com relevos acidentados e abruptos, ditam algumas exigências sobre a mobilidade e o material a ser usado. À medida que se ganha altitude e o terreno se torna mais acidentado, o combate se desenvolve com menos máquinas, e o transporte apeado é uma solução cada vez mais empregada, até que se atingir um ponto em que só é possível o uso do homem equipado exclusivamente com armamento ligeiro e individual e equipamento que sobre si pode transportar. Por todos estes fatos e razões, o homem tornou-se um elemento decisivo na montanha, e o soldado determinado e treinado é uma arma letal neste ambiente.

O combate em um ambiente de montanha tem algumas características:

Guerra no Ártico

O Ártico é uma região incrivelmente fria e hostil. As dificuldades enfrentadas pêlos soldados que lá atuam são muito específicas e as soluções não são encontradas com facilidade. Mas experiências e erros ensinaram  Tropa de Montanha do SAS em conjunto com a Unidade de Guerra de Montanha e Ártico dos Royal Marines que um treinamento especial, se corretamente seguido, pode superar as piores condições. 

As necessidades básicas para a sobrevivência são calor e roupas secas. O calor é gerado pelo consumo de rações que fornecem 5.500 calorias diárias. Superalimentação é essencial numa região onde mais de 1.500 calorias podem ser despendidas ao longo de um período de sono. E difícil permanecer seco na neve. Assim, os homens do SAS aceitam ficar úmidos de dia e somente usam roupa seca à noite, depois de entrarem em seus abrigos. Aí, eles vestem roupa de baixo térmica, agasalhos à prova de vento e botas forradas para manter os pés quentes. A região ártica traz sérios problemas quanto ao tipo de equipamento militar a ser usado. 

Muitas armas convencionais são impróprias e sofrem modificações técnicas para superar as dificuldades. Em particular, a aurora boreal prejudica as comunicações. Os morteiros e canhões de campo não podem ser fincados na neve. As granadas de fragmentação no ar substituem as convencionais, de impacto, que podem não explodir em terreno fofo. Do ponto de vista médico, duas coisas contribuem para a boa saúde dos homens do SAS no Ártico: a sua  notória resistência física e, em segundo lugar, o mais alto padrão de treinamento de sobrevivência. Um acentuado grau de profissionalismo vale mais no Ártico do que em qualquer outra região do planeta.

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