Perfil da Unidade

BRIGADA DE OPERAÇÕES ESPECIAIS - Bda Op Esp

Principal |Armas e Equipamentos |Transporte


Sua estrutura organizacional da Bda Op Esp é a seguinte:

 



 

Comando e Estado-Maior

O Comando e o Estado-Maior assessoram o Comandante de Operações Terrestres, os Comandantes Militares de Área e, quando determinado, os Comandantes de Grandes Comandos Operacionais quanto ao emprego das unidades especiais que integram a Força Terrestre. Além disso, planejam, supervisionam e apóiam a preparação e o emprego das Organizações Militares da Bda Op Esp.

Atualmente, o Comando da Brigada de Operações Especiais é composto pela Chefia do Estado-Maior, por seis seções no Estado-Maior Geral, uma Ajudância Geral, uma Seção de Informática e uma seção voltada para a implantação do Programa de Excelência Gerencial.

Ao Comando da Bda Op Esp compete coordenar e controlar as suas Organizações Militares orgânicas (1 º Batalhão de Forças Especiais, 1 º Batalhão de Ações de Comandos, Centro de Instrução de Operações Especiais, Destacamento de Operações Psicológicas, Destacamento de Apoio às Operações Especiais, Base Administrativa da Bda Op Esp, 6º Pelotão de Polícia do Exército e 1 º Pelotão de Defesa Química Biológica e Nuclear), mantendo a eficiência operacional desse Grande Comando Operacional, de forma a permitir seu emprego em qualquer parte do território nacional em curto espaço de tempo.

 

Base Administrativa da Brigada de Operações Especiais (B Adm)
A Base Administrativa tem por finalidade prestar apoio administrativo às OM integrantes da Bda Op Esp, possibilitando-lhes concentração exclusiva na atividade de preparo e emprego.



1° Batalhão de Forças Especiais (1° B F Esp)

O 1º Batalhão de Forças Especiais, atualmente sediado na cidade de Goiânia, foi criado em 1983 na guarnição do Rio de Janeiro. Descende diretamente do Destacamento de Forças Especiais, criado em 1968, juntamente com os Cursos de Ações de Comandos e de Forças Especiais.

A denominação histórica de "Batalhão Antônio Dias Cardoso" reverencia a memória daquele sargento-mor, enviado a Pernambuco com a missão de organizar e instruir os civis locais para a condução de uma campanha de resistência ao invasor holandês. Ele infiltrou em território pernambucano grande quantidade de armamento e munição, recrutou e treinou civis, organizando-os como eficiente força irregular, bem como dirigindo suas ações com maestria - uma típica campanha dos operadores de forças especiais. A empreitada conduzida por mais de 20 anos, culminaria na expulsão do inimigo, após a vitória final de Guararapes, em 1640.

Antes da criação da Brigada de Operações Especiais, a unidade foi subordinada ao Centro de Instrução Pára-quedista General !Penha Brasil, integrante da atual Brigada de Infantaria Pára-quedista.

O Batalhão tem por missões organizar, desenvolver, equipar, instruir e dirigir forças paramilitares em operações de guerra irregular, envolvendo guerra de guerrilhas, subversão, sabotagem, fuga e evasão. Além disso, está pronta para realizar operações contra forças irregulares, contraterrorimo e de reconhecimento especial.


Entende-se por guerra irregular um largo espectro de operações militares e paramilitares conduzidas em território controlado pelo inimigo ou politicamente sensível, em proveito de grandes comandos estratégicos ou de nível estratégico operacional. Caracteriza-se por ações de longa duração, empregando, predominantemente, técnicas da guerra de guerrilhas, executadas por pessoal nativo da área de operações, organizado, adestrado, equipado e conduzido, em diferentes níveis, por pessoal das Forças de Operações Especiais (Destacamentos Operacionais de Forças Especiais). As ações, quando conduzidas fora do território nacional, são desencadeadas no contexto de "Movimentos Revolucionários Patrocinados" e, dentro do território nacional, no contexto de "Movimentos de Resistência".

O emprego do 1º Batalhão de Forças Especiais se dá em tempo de paz, crise ou conflito armado, particularmente em áreas hostis sob controle do inimigo ou politicamente sensível visando alcançar objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares.

Está organizado em Comando, Estado-Maior, duas Companhias de Forças Especiais - as quais enquadram os Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp) - um Destacamento Contraterrorismo de valor subunidade e uma Companhia de Comando e Apoio. Para fins de emprego, o Batalhão configura os destacamentos - seus elementos básicos de combate - segundo as necessidades da missão, podendo infiltrá-los ou exfiltrá-los por vias terrestres, aquáticas, aéreas ou mistas. Por intermédio de seus elementos operacionais infiltrados a unidade pode:
- conduzir os fogos terrestres, aéreos e navais;
- conduzir operações psicológicas, em caráter limitado, notadamente em proveito próprio;
- apoiar, em suas áreas de desdobramento, outras forças para realização de operações terrestres, aeroterrestres, aeromóveis, anfíbias e aero-estratégicas;
- realizar, em caráter limitado, operações especiais de ação direta / ações de comando (interdição, eliminação, destruição, recuperação e / ou captura de pessoal e / ou material) sobre alvos compensadores do ponto de vista estratégico, operacional ou tático;
- operar por largos períodos de tempo com um mínimo de direção e apoio; e
- executar outras operações de inteligência de combate.

O 1º BFEsp pode, ainda, assessorar outras forças contra o emprego de elementos operacionais de comandos e de forças especiais, assim como quanto a técnicas, táticas e procedimentos peculiares deste tipo de tropa.

Seu elevado grau de prontidão, aliado ao apoio de meios aéreos, confere ao Batalhão elevada mobilidade estratégica e rapidez de desdobramento, capacitando-o a ser empregado em curto espaço de tempo, seja em território nacional ou estrangeiro. A visão de futuro da Unidade é a de obter capacitação operacional plena e tornar-se referência internacional em operações especiais, contribuindo para a dissuasão de ameaças e para multiplicação e projeção do poder de combate da Força Terrestre.

 

Destacamento Contraterrorismo - DCT
 
A Bda Op Esp é a única Grande Unidade do Exército Brasileiro que conta com uma tropa exclusivamente voltada para o emprego contra-terrorismo: o Destacamento Contraterrorismo-DCT, subunidade do 1º Batalhão de Forças Especiais. Composto quase que exclusivamente por oficiais e sargentos possuidores do Curso de Forças Especiais, seus integrantes focam seu treinamento nas técnicas e táticas necessárias para a prevenção de atos terroristas, minimização de seus efeitos e resgate de reféns em situação de crise.
 
O Destacamento Contraterrorismo (DCT), conta com modernos meios para o treinamento tático em ambientes confinados o que, sem dúvida, contribui sobremaneira para o adestramento da tropa sem pôr em risco a integridade física dos participantes. Para tal, o 1º Batalhão conta com Kits Simunition, os quais modificam a munição, o armamento e o fardamento. A munição empregada, calibre 9mm com projetil de plástico contendo tinta (várias cores), possibilita identificar
os impactos no fardamento especial de recepção. Os armamentos utilizados são o fuzil M4, a sub-metralhadora MP5 e a pistola Glock 9mm, possuem o Kit de modificação a fim de receberem a munição especial que compreende, em uma explicação simples, a troca do cano e do carregador. O fardamento do Kit possibilita a identificação pela coloração dos tiros recebidos sem que o usuário sofra qualquer escoriação. Este fardamento é composto pelo capacete, colete, camisa
e calça, todos fabricados com material especial para a recepção de impactos.  

 

Insígnia de Comando do Destacamento Contraterrorista

 

 

Operadores do Destacamento Contraterrorismo em treinamento


1° Batalhão de Ações de Comandos (1° BAC)

"O máximo de confusão, morte e destruição nas retaguardas profundas do inimigo."

O 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC) é uma unidade especialmente organizada, equipada e adestrada para o planejamento, condução e execução de operações especiais. Possui mobilidade tática e estratégica, de acordo com os meios de transporte postos à sua disposição.

É uma tropa altamente qualificada a operar sob circunstâncias e ambientes impróprios ou contra-indicados para o emprego de elementos das forças regulares, sendo apta a cumprir variadas missões estratégicas e tidas como operacionalmente críticas. Para isso, integra a Força de Ação Rápida Estratégica do Exército Brasileiro.

O termo Comandos vem do inglês Commandos nome proposto pelo oficial britânico Tenente-Coronel Dudley Clarke (Artilharia Real), durante o seu tempo de serviço como assistente militar do General Sir John Dill, na época, Chefe do Estado-Maior britânico. No início da Segunda Guerra Mundial o Primeiro-ministro britânico Winston Churchill deu a instrução para a criação dos Commandos, tendo em vista a formação de uma força que fosse capaz de levar a guerra ao continente europeu, enquanto as forças britânicas e aliadas se preparavam para reconquistar a Europa. A ordem para criação da nova força foi expedida logo após a evacuação da Força Expedicionária britânica em Dunquerque. Dudley Clarke propôs o nome 'Commando' (que alguns dizem ser uma corrupção do termo afrikaans, Kommando, e outros dizerm ser de origem hispânica), por causa dos assaltos das unidades Boer Commando, que lutaram contra 250.000 soldados britânicos na Guerra dos Boers (1899-1902), e causaram grandes baixas. as forças de Pretoria deram muita dor de cabeça ao império britânico, realizando operações de penetração profunda e sabotagem os kommandos boeres desequilibraram o conflito em favor dos rebeldes durante muito tempo. Apesar de Churchill ter gostado do termo, alguns oficiais superiores preferiam o termo "Special Service" e os dois termos coexistiram até o pós-guerra. Por causa da persistência do termo "Special Service" é que surgiram novas unidades com termos derivados como: "Special Air Service - SAS" e "Special Boat Service - SBS".

Histórico

No Brasil, no século XVII, por volta do ano de 1624, durante as invasões holandesas, os colonos nativos foram levados a estruturar um sistema de defesa peculiar. Da união de civis e militares, sob o comando do Bispo Dom Marcus Teixeira, organizaram-se as "Companhias de Emboscadas".

Dentre os muitos brasileiros que participaram nas ações contra os invasores, destacou-se o Capitão Francisco Padilha. Brasileiro nativo. Participou de diversos enfrentamentos contra os flamengos (holandeses). Emboscou pessoalmente o governador holandês Van Dorth, ferindo-o e derrubando-o do cavalo para, em seguida, a pé e em rápida ação, degolá-lo com um golpe único.

Por seus feitos heróicos na defesa da Pátria e por ser considerado um dos pioneiros das atividades tipo "Comandos" no Exército Brasileiro, o Capitão Francisco Padilha foi escolhido como patrono do 1º BAC.

Em 1983, na cidade do Rio de Janeiro. quando foi implantado o 1º Batalhão de Forças Especiais, havia na sua estrutura organizacional a Companhia de Ações de Comandos (CAC). Com a criação e implantação da Brigada de Operações Especiais, a companhia desvinculou-se do 1º B F Esp, dando origem ao 1º Batalhão de Ações de Comandos, sediado na guarnição de Goiânia-GO.

Missão


O 1º BAC é especialista em Ação Direta/Ação de Comandos que são operações destinadas à conquista ou destruição de objetivos críticos; captura ou recuperação de pessoal/material. Ações caracterizadas pela curta duração, pela surpresa e pela alta intensidade da ação de choque, realizada por Forças de Operações Especiais (Destacamentos Operacionais de Forças Especiais e Destacamentos de Ações de Comandos) dotadas de adequado apoio de fogo. Tudo em proveito dos grandes comandos estratégicos ou de nível estratégico operacional.

Este Batalhão tem como missão realizar ações de captura, resgate, eliminação, interdição e ocupação de alvos compensadores do ponto de vista estratégico, operacional ou tático, situados em área hostil ou sob controle do inimigo, em tempo de paz, crise ou conflito armado, visando contribuir com a consecução de objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares.

Para cumprir tais missões, o batalhão é moldado de forma a ter garantidas as seguintes possibilidades:
- realizar infiltrações e exfiltrações terrestres, aéreas e aquáticas;
- atuar em qualquer ambiente operacional, particularmente em regiões semi-áridas, de montanha, de pântano e de selva;
- conduzir o fogo terrestre, aéreo e naval;
- participar, em conjunto com outras F Op Esp, de operações contraterrorismo e de guerra irregular;
- realizar operações contra forças irregulares;
- realizar operações de reconhecimento especial, principalmente em proveito próprio; - realizar outras operações de inteligência de combate; e
- assessorar outras forças quanto ao emprego dos elementos operacionais de comandos.

Organização

O 1º BAC é constituído por um Comando e Estado-Maior, uma Companhia de Comando e Apoio (Cia C Ap), um Destacamento de Reconhecimento e Caçadores (DRC) e três Companhias de Ações de Comandos (CiaAçCmdos), cada uma delas composta por três Destacamentos de Ações de Comandos (DAC).

Instrução

A preparação no 1º BAC consiste na Instrução Individual de Requalificação e Nivelamento (IlRN), Capacitação Tática e Técnica do Efetivo Profissional (CTTEP) e Adestramento. No batalhão são realizados os seguintes cursos e estágios: Estágio Básico Pára-quedista, Curso de Formação de Cabo e Soldado Comandos, Curso de Formação de 3º Sargento Temporários Comandos, Estágios Básicos do Combatente de Caatinga, Montanha, Pantanal e Selva, Estágio de Combate com Facas; e os treinamentos específicos (TE) de: Caçador (Cçd), Contraterrorismo (CT), GuiaAéreo Avançado (GAA), Idiomas (Espanhol, Francês e Inglês), Mergulho a Ar e Resgate, Mergulho a Oxigênio (M Ox), Operações Aquáticas (Op Aq), Reconhecimento Especial (Rec Esp) e Salto Livre Operacional (SLOp).

A busca incessante pelo aprimoramento profissional é a certeza de que as missões dos comandos brasileiros continuarão sendo muito bem cumpridas, engrandecendo o Exército Brasileiro e projetando a qualidade de seus combatentes especializados para além de nossas fronteiras.

 

Exemplo de operação de um Destacamento Operacional de Forças Especiais

A situação na área de estacionamento da Brigada estava calma. Tudo indicava que seria uma noite tranqüila. Porém, logo após a troca do turno das 00:00h., um violento estrondo sacudiu toda área. Depois, tiros vieram de todas as direções e os homens começaram a sair desesperados de suas tendas e a morrer. Novas explosões arrancavam pedaços de terra, viaturas e homens. A loucura aumentou quando homens, que mais pareciam animais, com seus rostos negros, avançavam gritando, com metralhadoras, facas. Destruíam tudo que se movia e pareciam imortais. Tão rápido quanto apareceram, se foram. Pareciam ser mais de 100, mais não passavam de 25.  

Essa estória ilustra bem a ação final, resultante de uma operação de Forças Especiais, que começou com um reconhecimento profundo, onde um DOFEsp (Destacamento Operacional de Forças Especiais) se infiltrou, por um dos diversos meios empregados e passou um período em território hostil. Durante esse período, foram levados diversos tipos de informações que auxiliaram uma outra equipe em planejamento para o cumprimento da missão. Além de informações, os homens das Forças Especiais prepararam também, rotas de infiltração e exfiltração, área de suprimento e de homizio. Todo esse trabalho foi para que a ação final, realizado por um DAC (Destacamento de Ação de Comandos) fosse bem sucedida. 

O DAC é quem realiza a ação de choque, caracterizada pela extrema violência e pelo grande volume de fogo, empregando o menor efetivo possível. Sua constituição pode variar de acordo com a missão, entretanto, cada integrante está apto para manejar qualquer tipo de arma de dotação da Infantaria.Desde a besta até o canhão sem recuo. Seus homens são treinados para suportar as adversidades do clima e do terreno e são capazes de enfrentar qualquer situação, tendo sempre em mente o cumprimento da missão. 

Esses destacamentos normalmente tem de entre 12 a 14 militares, e seus homens poderão ser infiltrados por helicópteros ou pequenos barcos em território inimigo. Em terra, deflagrariam operações de sabotagem, como a destruição de uma ponte que serve de rota de abastecimento ao inimigo. 

O terror é seu maior trunfo, e eles o empregam bem. O uso de explosivos e armas de grosso calibre, aliado à surpresa, abala o moral do oponente, transformando-o num homem consternado. O ataque feroz e ruidoso transforma, em segundos ,um lugar calmo em um inferno de tiro e gritos.Todo esse cenário é produzido pelo treinamento  exaustivo dos Comandos, desde sua formação, nos cursos de ações de Comandos , até nos dias de adestramento, como a Operação Condor. O resultado final é a impressão de que o ataque é realizado por um efetivo muito maior que o real.  
 
Mas nada disso seria possível sem o trabalho silencioso do DOFEsp. É o elemento básico das Forças Especiais do Exercito Brasileiro. Sua constituição é de quatro oficiais, compondo o estado-maior, e de quatro duplas formadas por um sargento e um cabo. Estes poucos homens altamente especializados em matéria de reconhecimento. Em campo, são capazes de, apenas pela observação, tanto direta (o que vêem) quanto pela indireta (o que poucos indícios mostram), definir valor, equipamento e armamento da tropa de qualquer Força que está na área. Seus reconhecimentos são sempre empregados em ações estratégicas, a nível corpo do Exército e geram sempre ações decisivas no combate. 
 
O grupo é auto-suficiente e conta com especialistas em comunicações, demolições, armamento e saúde. Entretanto, as tarefas de Forças Especiais não se limitam a reconhecimento. São capazes de organizar Forças Irregulares para atuarem nas retaguardas profundas do inimigo. Para isso recebem treinamento de operações psicológicas, onde aprendem a convencer e impulsionar pessoas em favor de nossa causa.

Como visto acima as FOpEsp usam designações diferentes para as suas formações e unidades para se diferenciarem das tropas convencionais. Termos como esquadrão, tropas e equipe/patrulhas são usados no lugar de Companhia, pelotão e grupo de combate. O tamanho também varia bastante sendo que as unidades costumam ser menores que as equivalentes convencionais. No EB o termo usado para o pelotão é destacamento. As FE usam o Destacamento Operacional de Forças Especiais (DOFEsp) enquanto os Comandos usam o Destacamento Ações de Comandos (DAC). As duas forças atuam geralmente junto na forma de Destacamentos de Ação Imediata (DAI).
 
Por ser um organizador de guerrilhas, o militar das FE é também o melhor elemento de contra guerrilha. Em uma área, onde apresente indícios, ele realiza ações para neutralizar essa força já no seu início. No presente, com o aumento da atividade terrorista no mundo, é crescente a preocupação em preparar homens para repressão e prevenção contra esse tipo de violência. 
 
Os FE vêem se preparando para essa atividade e conta com Destacamento Contraterrorismo (DCT), subunidade
orgânica do 1º Batalhão de Forças Especiais, é uma tropa especializada em operações de contraterrorismo. Essas operações requerem uma ação eficaz, violenta, rápida e pontual por parte da tropa que a executa. Sendo assim, em seu adestramento esta tropa deve desenvolver nos integrantes um elevado nível de precisão no tiro e de disciplina de fogo.

Esse destacamento está pronto para atuar em diversas situações, como resgate de reféns e desarticulação de grupos terroristas. Seu treinamento envolve diversos processos de entrada em edificações ocupadas. A prática constante, com a munição real, tornou esses destacamentos altamente especializados em tiro onde há presença de inocentes na linha de fogo. 

Destacamento de Operações Psicológicas (Dst Op Psico)

“o importante é enfraquecer ou destruir a vontade de lutar do inimigo, levar terror às suas hostes”. Sun Tsu

As operações psicológicas são procedimentos técnicos especializados, operacionalizados de forma sistematizada para apoiar a conquista dos objetivos políticos e/ou militares. São desenvolvidas antes, durante e após o emprego das tropas, visando motivar públicos-alvos amigos, neutros ou hostis a atingirem comportamentos desejáveis.

Não se pode confundir as competências funcionais de um psicólogo com as de um operador psicológico. A Psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano, resultado da interação entre o organismo e o ambiente. As Operações Psicológicas não são sinônimo de Psicologia. Elas visam, por definição, motivar públicos-alvo a atingir comportamentos desejáveis. Ou seja, são uma aplicação militar dos conhecimentos produzidos pela Psicologia.

Com sede na cidade de Goiânia, compondo a Brigada de Operações Especiais, o Destacamento de Operações Psicológicas atua e todo o território nacional apoiando os Grandes Comandos do Exército Brasileiro.

Sua estrutura é formada por um Estado Maior, uma Seção de Operações Psicológicas e uma Seção de Disseminação. O Estado-Maior tem por missão assessorar o comando nas áreas de pessoal, inteligência, logística, operações e comunicação social, além de possuir uma seção de planejamento e doutrina que permite à OM a condução de experimentações e discussões a fim de subsidiar o desenvolvimento da doutrina brasileira de operações psicológicas.

Criar, produzir e disseminar é a missão da seção de disseminação. É formada por militares especializados na confecção de produtos impressos, áudio e audiovisuais, Internet, além de capacitação técnica para executar ações táticas de operações psicológicas como contato pessoal e uso de alto-falantes.

A Seção de Operações Psicológicas é a responsável pelo planejamento das campanhas. Para isso, sua estrutura se subdivide em cinco subseções vocacionadas para operações militares específicas: aeroterrestres, na selva, de garantia da lei e da ordem, convencionais, de paz e em apoio às operações especiais.
 
Enfim, a OM de Operações Psicológicas desenvolve uma grande sorte de produtos e de ações para gerenciar a percepção de seus públicos-alvos, que podem variar de uma simples informação de procedimentos a serem adotados (através de rádio, impressos, TV, alto-falantes, Internet, etc.) até a operações de dissimulação para quebra da resistência do oponente.

A formação do especialista

Para ser um operador psicológico o militar deve realizar o Curso de Operações Psicológicas no Centro de Instrução de Operações Especiais, localizado no Rio de Janeiro - R].

O curso tem a duração de 16 semanas e pode ser requerido por capitães e praças já aperfeiçoados, voluntários para servir na Brigada de Operações Especiais. O operador psicológico deve possuir conhecimentos básicos em áreas específicas do conhecimento humano, como Antropologia, Sociologia e Psicologia. É necessário, ainda, possuir um perfil com características específicas, tais como: adaptabilidade, criatividade, flexibilidade, objetividade e iniciativa.

Conclusão

O Brasil tem na preservação da vida humana um dos pilares de sua democracia estável. A utilização das Operações Psicológicas como arma não-letal colabora com a redução dos efeitos colaterais das operações militares, multiplicando o poder relativo de combate do aparato militar, conquistando corações e mentes e aproximando-nos da vitória

 

1º Pelotão de Defesa Química, Biológica e Nuclear (1º Pel DQBN)

As armas de destruição em massa aterrorizam o homem do Século 21, mas elas não são uma descoberta recente na história da humanidade. Os gregos foram os primeiros a criar protótipos de armas de destruição em massa. Entre outros casos, usaram o fogo de uma maneira semelhante ao napalm de hoje, criaram uma espécie de lança míssil chamado "balista" e investigaram ataques tóxicos ao envenenar as pontas das flechas com diversas substâncias. Mas foi na Primeira Guerra Mundial que essas armas se tornaram famosas, através do uso dos agentes neurotóxicos, mortais à primeira gota, que ceifaram milhares de vidas nos campos da Europa. Hoje, o mundo ainda tenta extingui-los por meio de convenções internacionais, pois tal arma não distingue civis de militares, causando pavor imensurável por estar no ar que todos
respiramos.

O homem trava uma luta diária para não morrer, já que o número de microorganismos existente no seu corpo assemelha-se à quantidade de células que o constitui. Sabendo disso, este mesmo homem aprendeu a usar a natureza como arma, aprendeu a manipular as mais diversas bactérias, fungos e vírus, transformando-os em perigosas ferramentas a serem utilizadas contra seus inimigos. O que todas estas ameaças têm em comum é o terror causado e sua facilidade de acesso nos dias de hoje. Por sua produção estar desvinculada das fábricas ou indústrias, fogem do controle governamental e ficam mais próximas das mãos de grupos escusos e organizações terroristas.

Como força para antepor a crescente ameaça representada pelas armas de destruição em massa, em Portaria do Comandante do Exército de 04 de setembro de 2003, foi criado o 1 º Pelotão de Defesa Química, Biológica e Nuclear (1º Pel DQBN). Esta fração une suas capacidades às das tropas de elite da Brigada de Operações Especiais, sendo estruturada para atuar com pequenos efetivos junto às frações de emprego operaciona1.

Sua missão baseia-se na análise do risco decorrente de algum tipo de enfrentamento sob ambiente contaminado por agentes químicos, biológicos ou nucleares (QBN). Desta análise, o especialista DQBN enuncia o nível de vulnerabilidade das tropas e do pessoal civil em determinada área de operações. Esta vulnerabilidade é diminuída graças a orientações dadas sobre posturas de proteção, procedimentos de descontaminação e uso de equipamentos de proteção contra agentes QBN. Além disso, o 1º Pelotão DQBN monitora constantemente os níveis de contaminação com equipamentos de detecção de agentes químicos, biológicos ou radiológicos e realiza os trabalhos de descontaminação de todo pessoal e material envolvido na área sob indício de contaminação.

Para apoiar as OM orgânicas da Brigada, o 1º Pel DQBN é estruturado em duas equipes principais:

• Equipe de Apoio Químico, Biológico e Nuclear: Capaz de ser instalada na Base de Operações Especiais, tem a missão de realizar a monitoração das vulnerabilidades da tropa apoiada, fornecer equipamentos de proteção e realizar a descontaminação destes efetivos;

• Equipe de Contraterrorismo Químico, Biológico e Nuclear: Atua junto ao Destacamento de Contraterrorismo do 1º BFE com a missão de agir como força de resposta, pronta a conter possíveis danos causados pela liberação de agentes QBN sobre as tropas e a população civil, além de orientar o uso de armas não-letais no gerenciamento de uma crise. Esta nova área, a defesa QBN, trouxe para a Bda Op Esp mais uma missão de grande importância.
O 1º Pel DQBN já participou de missões importantes, como a segurança da comitiva dos presidentes e ministrou exercícios de formação dos inspetores da ONU (responsáveis pela verificação de possíveis testes nucleares no âmbito da América Latina). A tropa DQBN ainda tem participado dos exercícios de emergência da Usina Nuclear de Angra dos Reis e do adestramento das tropas do Exército Brasileiro.

Contra inimigos que utilizam a ciência para produzir armas invisíveis aos olhos, mortais em segundos ou existentes dentro do próprio corpo humano, somente uma tropa especializada é capaz de ser empregada com pleno sucesso. O combate sob quaisquer circunstâncias, mesmo em ambiente contaminado, é a missão do soldado DQBN.

3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia F Esp)
O Exército Brasileiro sempre dedicou especial atenção à Amazônia Legal, que tem cinco milhões de quilômetros quadrados, que representa cerca de 50% do território nacional e possui 11.248 quilômetros de fronteiras terrestres. Abriga a maior bacia hidrográfica, a maior floresta latifoliada úmida e o maior banco genético do planeta. Detém 2/3 do potencial hidrelétrico brasileiro e 23.000 quilômetros de rios navegáveis. Seu subsolo é, ainda, pródigo em recursos minerais. Todavia, apesar de suas incomensuráveis riquezas, a Amazônia é uma região de contrastes e problemas, um mosaico de múltiplos desafios que representa a complexa realidade regional.


Na atualidade, o EB considera a Amazônia a prioridade máxima entre todas suas hipóteses de emprego. Dentro desse contexto, a necessidade de flexibilizar a utilização de elementos operacionais de forças especiais na região norte do país, em complemento aos do 1 º BFEsp, conduziu o Exército a criar, em novembro de 200, um destacamento de forças especiais nessa importante área estratégica. Em setembro de 2003, com a criação da Brigada de Operações Especiais, o destacamento foi reestruturado como uma subunidade independente: a 3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia F Esp), diretamente subordinada ao Comandante Militar da Amazônia.
 
Muito embora não seja inédita a atuação dos nossos FE na Amazônia Legal - ao longo desses cinqüenta anos de história, contingentes das forças especiais brasileiras têm sido freqüentemente empregados nos mais longínquos e ermos rincões da selva - a 3ª Cia F Esp destaca-se como sendo a tropa de operações especiais do EB vocacionada para atuar na região norte. A Força 3, como é conhecida, tem por missão proporcionar ao Comando Militar da Amazônia (CMA) considerável capacidade de pronta resposta em operações especiais, bem como assessorá-Io no planejamento e emprego de forças dessa natureza. Essa subunidade constitui a vanguarda da Bda Op Esp, já desdobrada no teatro amazônico. Ela destina-se não só a proporcionar um significativo incremento operacional ao CMA, como também a otimizar o emprego dos elementos orgânicos da Bda Op Esp que venham a ser desdobrados na região. Com tal orientação, a 3ª Companhia de Forças Especiais dedica-se ao adestramento em ambiente de selva, ao estudo das complexas questões amazônicas e ao conhecimento da diversificada cultura regional.
 
A subunidade dispõe de recursos humanos e materiais que lhe asseguram a possibilidade de emprego imediato. Devido às peculiaridades regionais, é comum a 3ª Companhia de Forças Especiais desdobrar suas frações com distâncias de até três mil quilômetros entre si. Isto por largos períodos de tempo, mesmo em ambientes hostis, áreas endêmicas ou regiões carentes de infra-estrutura logística e de telecomunicações. Portanto, além dos destacamentos operacionais de forças especiais (DO FEsp), a companhia conta com elementos de apoio capazes de oferecer o adequado suporte logístico, de comunicações e de comando e controle às suas operações. Sua mobilidade estratégica regional é auferida pelo emprego de meios orgânicos do 4º Batalhão de Aviação do Exército, pela alocação de aeronaves de transporte da Força Aérea Brasileira ou pelo uso de embarcações fluviais do Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia. Seu apoio de fogo pode ser fornecido por unidades de aviação de caça da F AB, sediadas na própria região norte.
 
odavia, sua mais importante característica é a capacidade de atuar como multiplicador do poder de combate. Apesar de cumprir algumas missões isoladamente e atuar de forma independente, sua concepção de emprego requer uma  grande integração com as forças convencionais, com o propósito de  maximizar o potencial e a capacidade das mesmas. Suas operações, portanto, normalmente se dão em conjunto com outras Unidades e Grandes Unidades do CMA. Sua natureza e sua flexibilidade de emprego tornam, ainda, a 3ª Cia F Esp particularmente apta a realizar operações integradas ou em cooperação com outras agências do Estado que atuam na região Norte.
 
 Assim, diante do enorme desafio de defender a Amazônia Brasileira, o Exército Brasileiro pode contar com um elemento de vanguarda, capaz de atender às demandas iniciais por operações especiais na área, no mais curto prazo de tempo e antecedendo ao desdobramento de outros meios orgânicos da Brigada de Operações Especiais. À Força 3 cabe o privilégio de dedicar-se, diuturnamente, à defesa de uma das mais ricas regiões do planeta, mantendo os elevados padrões de desempenho que caracterizam nossas forças de operações especiais.


Destacamento de Apoio às Operações Especiais (Dst Ap Op Esp)
Criado pela Portaria Nr 336, do Comandante do Exército, de 22 de julho de 2002, o Destacamento de Apoio às Operações Especiais (Dst Ap Op Esp) iniciou suas atividades em 02 de janeiro de 2004, na cidade de Goiânia-GO. Logo em sua fase inicial, o Dst Ap Op Esp marcou presença durante operações como o 1º salto de aeronave militar da brigada (em 12 de ablil de 2004, na ZL Fazenda Guanaabara) e o 1 Q salto desta Grande Unidade (G U) sobre massa d'água (dia 09 de dezembro de 2004, na ZL Lago Paranoá). Foi, também, responsável pela formação da primeira turma de cabos e soldados goianos pára-quedistas e pelo assessoramento e implementação do Sistema de Controle de Pára-quedas (SisConPar), desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de Goiás. Para os integrantes da Bda Op Esp, constantemente envolvidos em missões no exterior, iniciou a utilização do equipamento de comunicações via satélite IN-MARSAT, estabelecendo contato com os militares da Operação Tigre/Costa do Marfim.

São missões do Dst Ap Op Esp:
- apoiar em pessoal e material o Comando da Brigada de Operações Especiais, além de prover sua segurança;
-instalar, explorar e manter o sistema de comunicações da Bda;
-prover a segurança e desdobrar a Base de Operações Especiais;
-prestar limitado apoio de transporte das unidades da Bda;
- apoiar a infiltra e a retirada, por mar e ar, dos elementos operacionais da Bda Op Esp quanto aos aspectos logísticos e de comando e controle;
- realizar a dobragem e manutenção de pára-quedas, além do suprimento pelo ar;
- prestar apoio logístico, de suprimento e saúde, às unidades da Bda.

O Dst Ap Op Esp é constituído por Estado-Maior, Companhias de Comando, de Comunicações, de Logística e de Apoio à Infiltração. Seus integrantes são voluntários de todas as Armas, Quadro e Serviço, uma vez que o amplo espectro de suas atividades pede elementos com diferentes especializações, tais como: FE, comandos, precursor pára-quedista, operações na selva, DOMPSA, mestre-de-salto, pára-quedista e mergulhador militar, guerra eletrônica e outras.

Integrado com as Forças Auxiliares de Goiás, o Dst Ap Op Esp ministra instruções como as de armamento, sobrevivência na selva e tiro a elas. Ainda como parte da relação com a comunidade goianiense, realiza exposições de material de emprego militar, aplicação de pistas de treinamento utilitário e atividades de apoio à coleta e distribuição de alimentos à população carente. Sendo uma unidade sem precedentes na história da Força Terrestre, o DstAp Op Esp é peça fundamental e talhada no espírito de pioneirismo que cerca a história de sua brigada.

 

6º Pelotão de Polícia do Exército (6º Pel PE)
O 6º Pel PE tem por missão apoiar a Brigada de Operações Especiais nas tarefas e missões específicas de Polícia do Exército, participar da segurança da base de operações especiais, quando desdobrada, e realizar escoltas e guardas em proveito da Bda Op Esp.
 


Centro de Instrução de Operações Especiais (CI Op Esp)...

 


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